( Imagem Google)
Escolher as pedrinhas mais redondinhas no meio dos cascalhos, guardá-las em uma sacolinha para levar a escola. Todos tinham suas pedrinhas, e na hora do recreio sentavam com seus amigos para joga-las. Era um jogo fácil, mas precisava atenção e rapidez para não derrubar as pedrinhas e perder a vez de jogar. Tão bobinho mas tão gostoso. Foi assim que comecei a gostar de pedras. Geladinhas, iam ficando quentes quando estavam em nossas mãos. Criança sempre tem as mãos quentes e é também tão bom segurar as mãos de uma criança. Ainda hoje continuo guardando minhas pedrinhas. Sempre que vejo algumas com formatos ou cores diferentes, recolho e as coloco em algum lugar. Redondas, lisinhas, mescladas, ou com formatos diferentes, sempre guardo. Coloco nos meus vasos, no meu jardim, ou deixo em algum canto. Mas ficam lá, não desfaço delas, nem sei porque. Mas sempre acabo achando uma finalidade pra elas em alguma hora. Deve haver alguma energia boa que vem delas para mim. Cidades de pedras, calçadas de pedras, montanhas de pedras. Há pedras em todos os lugares, pedras de todas as cores, pedras de todos tamanhos, pedras de muitos valores. As pedras rolam, as pedras choram, e as pedras cantam.

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