segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Rio Verde



O Verde desce a Mantiqueira.
Inda não é rio. Simples regato gaiato.
Vai correndo , correndo, ao lado de Passa Quatro.
Espraia-se no vale , repousa.
De repente, em curvas fechadas quase em U,
Dá mais um salto ligeiro
E contorna Itanhandu.
Aumenta o volume das águas, um pouco.
É rio de muito tino e senso,



Agasalhando os peixes
Pescados em São Lourenço.
Fala grosso agora, maduro.
Já sente o peso da idade.
Chega de manso, medroso
E saúda Soledade.
Cidades acenam faceiras,
Dobrando-se em adoração.
_ Não sou de todas, compreendam...
É a vez de Conceição.
Agora desço sorrindo.
Das águas faço canções,
Para abraçar minha amada
De nome Três Corações.
( Darcy Brasil )

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